The land of wishes

Isle of Bute

I never really liked to have a blog and a shop named after me, but I’m not good at coming up with names, and I didn’t want that to stop me from opening an online shop, so I went with it…

Then a few months ago, as we were crossing our usual road, which has a patch of wildflowers in the middle, the children noticed that it was full of dandelion seed heads, and they exclaimed: “Look mama, the land of wishes!”.

That struck me and stayed with me… Where I saw weeds, they saw wishes and possibilities…

Dandelion is a very useful plant, but for many gardeners, is considered a nuisance if is found in our garden, but they don’t care about that! And I’m so glad, because they taught me another great lesson…

All this time, I was on the look out for a “name” and after a few weeks of that sentence playing around in my head, I decided that that was the perfect name! So, this post mainly serves the purpose of telling you that from now on I will be writing in “The land of Wishes”, and there is already a new post of a hand knitted hat.

Some changes will also come to the shop, in due time, so if you are interested, have a look on the new blog, and you can also follow the facebook page for updates on both the blog and the shop.

See you there! Thank you so much for coming along!

Happy birthday

Last week a very funny and cute baby turned two, TWO!

And I finally made a happy birthday sign. Do you know how long I have been meaning to do this? Since the older one was about to turn one. Do you know how old he is now? He turned seven in June… But, let’s focus on the positive side, it is made, and it will be used for many years to come.

Happy birthday my beautiful boy!

In case you might want to know, I used a 3mm wool felt to do the letters, from this shop.

Em português:

A semana passado um bebé muito engraçado e fofo fez dois anos, DOIS!

E finalmente fiz um letreiro dizer Happy Birthday. Sabem há quanto tempo que eu andava para fazer isto? Desde que o mais velho estava para fazer um ano. Sabem quantos anos que ele tem? Sete… mas vamos ver o lado positivo da coisa, o que importa é que está feito e que será usado por muitos anos.

Feliz aniversário meu bebé lindo!

No caso de ser útil, eu fiz as letras com feltro de lã, de 3mm desta loja.

Garden update

After few days without setting foot at the allotment we went back to a full garden, full of berries and other beautiful and delicious things.

The highlight for me was to see the artichokes flowers, three in total! I have two plants. And to taste Juneberries for the first time, It’s the third year I have had the plant and this is the first time it has fruited. The berries are so similar to blueberries, and the taste very similar, tough less sweet, totally recommend it!

Another thing I really enjoyed from our last visit, it was to see how inspired the children felt to cook with our food. Once we arrived home they made fruit salad and crumble. Today one very lucky gran,  tasted a very garlicky salad made from rocket and radishes! She tried it and left the rest for later…

Em Português:

Depois de muitos dias sem termos ido à horta, quando lá chegamos estava a transbordar de fruta de bagas e outras coisas bonitas e deliciosas.

Gostei particularmente de ver as flores de alcachofras, três! Eu tenho duas plantas. E de experimentar pela primeira vez Juneberries. Em português parece que esta planta não tem nome vulgar, referindo-se apenas como Amelanchier ovalis, o seu nome latino, mas vi este post muito interessante sobre a presença da planta em Portugal. As bagas são muito parecidas aos mirtilos tanto como na aparência como no sabor, se bem que menos doces, mas recomendo vivamente!

Uma outra coisa que gostei imenso, foi de ver como as crianças ficaram inspiradas para cozinhas com a nossa comida, quando chegamos a casa fizeram logo uma salada de frutas e um crumble. Hoje a avó foi uma sortuda, pois recebeu de oferta uma salada com muito alho, nabos e rúcula, ela provou e deixou o resto para mais tarde…

jam and ice cream making


Em Português mais abaixo.


A reader asked me about the jam and ice cream we made the other day. I thought to write up a quick post, as it might be useful for other people too.

I use and recommend The Basics Basics Jams, Preserves and Chutneys handbook, it has everything you need to know, how to prepare the jars as well as various recipes.

For those who have never made any jam, the process, simplified,  goes something like this: cook fruit in low heat, until you like the texture and most of liquid has evaporated, add sugar, once that is dissolved bring to high heat to reach setting point as fast as possible.

In the book there is only one strawberry jam recipe, to add other flavours, like lavender or elderflowers (I think rosemary might be good too),  I steered the flowers or lavender, after the fruit was cooked but before adding the sugar. I doubled the recipe which filled two 450g jars and one 230g.

I use any kind of jar, but most of them are from Lakeland (this ones and this ones) as well as their lids. I also use wax discs from lakeland (I swear I’m not being paid for advertising, it simply is what I use), which sits on the top of the jam to avoid contact with air, I bought them a few years ago and still have years of discs worth. By the way, this is an interesting method that I want to try soon.

Now the ice cream. I simply poured a bit of honey over the strawberries, then into the blender, after that mixed with the yogurt, basically you just want to make a very thick smoothie. I then poured into ice lolly molds. Technically might not be an ice cream ( I’m sorry if I mislead you) but it gets as much excitement as any shop bough one!


Uma leitora pediu-me dicas sobre o doce e o gelado que fizemos no outro dia, então, resolvi escrever um poste, pode ser que a informação seja útil a outras pessoas.

Eu uso e recomendo o livro The Basics Basics Jams, Preserves and Chutneys handbook, tem tudo o que se precisa saber, como preparar os jarros, assim como as receitas.

para quem nunca fez doce, o processo simplificado é mais ou menos assim: coze-se a fruta em lume baixo até gostar-mos da textura e a maior parte do liquido ter evaporado, adiciona-se o açucar, quando este estiver dissolvido aumenta-se o lume para muito alto para atingir o ponto o mais rapido possivel.

No livro tem apenas uma receita de doce de morango, para adicionar os outros sabores, como a alfazema, ou as flores de sabogueiro (penso que alecrim também ficaria muito bem), mexi as flores ou a alfazema no doce, quando a fruta já estava cozida mas antes de adicionar o açucar. Eu dobrei a receita do livro, o que me deu para enchjer dois jarros de 450g e um de 230g-

Eu uso qualquer tipo de jarro, mas a maior parte são estes e estes do Lakeland, assim como as tampas. Também uso os discos de cera da mesma loja (eu juro quie não estou a ser paga para fazer publicidade, é simplesmente o que eu uso). esses discos são para evitar que o doce venha em contacto com o ar, comprei-os à uns anos atrás e tenho ainda que dê para muitos mais. Já agora, este é um método interessante que quero experimentar em breve.

Agora o gelado. Simplesmente coloquei um pouco de mel e os morangos no liquidificador, depois juntei iogurte, basicamente é como se estivesse a fazer um smoothie muito grosso. Quando estavamos todos contentes com o sabor, colocamos nas formas de gelado. Tecnicamente isto se calhar não é um gelado, mas as crianças têm tanto  entusiamo como se fosse do supermercado!

In strawberry land / Na terra dos morangos


from our garden

Em Português mais abaixo.


Yesterday we went to pick strawberries at a pick your own farm, not far from Glasgow.

Today we made plain strawberry jam, strawberry and elder-flower jam, strawberry and lavender jam and strawberry and Greek yogurt ice cream… That’s a lot of strawberries right? In the afternoon I went to the allotments, and guess what? Yep, I brought home more strawberries…

And that last photo? That must be the biggest strawberry I’ve seen, which came from our very own garden!


Ontem fomos apanhar morangos numa quinta em que somos nós próprios que apanhamos a fruta.

Hoje fizemos doce de morango, doce de morango e flores de sabugueiro, doce de morango e alfazema e gelado de iogurte grego e morangos… é muitos morangos, não é? À tarde fui sozinha à horta, e? Pois é, trouxe para casa ainda mais morangos…

E aquela ultima fotografia? Deve ser o maior morango que eu já vi, e que veio da nossa própria horta!

Yarn along

Yarn along hosted by Ginny at Small Things.

yarn along

Em Português mais abaixo.


First, thank you very much to everyone, for the reception of our news!

Lately I’ve only been reading non-fiction books, I’m nearly finish with  “In their own way”, which I’m really enjoying it! And yesterday another book arrived: “Letting in the wild edges” by Glennie Kindred. It’s a book that has been recommended by a friend, and I can’t wait to dig in.

I’m also very excited about the knitting, which is a test knit for wollenflower‘s pattern, of this beautiful Faroese shawl.


Primeiro, muito obrigada a todos, pela recepção das nossas novidades!

Ultimamente só tenho lido livros que não são de ficção, estou a quase a acabar “In their own way”, o qual estou a gostar muito. E ontem chegou o livro  “Letting in the wild edges” da Glennie Kindred. este foi um livro recomendado por uma amiga, e eu mal posso esperar por começar a ler.

Também estou muito contente com o projecto de malha que estou a fazer, que é um teste para  wollenflower, para o esquema deste belissimo xaile das ilhas Faroe.

Why I want to move to Portugal / Porquê que eu quero ir para Portugal

Isle of Bute

Em Português, mais abaixo


Next year, we plan to move to Portugal. I wasn’t going to write on the blog about something that will not happen for a long time, but the other day I read a post that describe pretty much the lifestyle I’ve been yearning for a long time. That,  and a discussion I had with my dad, encouraged me to write this post now, besides, why not?

While this is a joint decision, I will talk about my reasons. Paul has his, of course, but I won’t speak for him.

We have been planning this move for many years, in fact, since we met ten years ago, we’ve talked about going to Portugal; But first we had to learn how to save…

I want to live closer to nature, with nature,  to use the sun as a source of energy, to plant and raise our food and live simply. You see, for all this years that we’ve been simplifying I have come to realize that I’m happier with less, not more.

Sure that is possible in the UK, many people do it. But for me, I would like to do all those things without feeling cold most of the time. I miss the warmth, I miss sitting outside, at night,  listening to the sounds of the night and looking at the stars (those are some of my favorite memories). I want my children to eat tomatoes, melons and watermelons off the plant, the way I did as a child. To pick lemons , oranges, figs and peaches off the tree, the way I did as a child. I want them to be free of time and space to explore and play. Again, that would be possible in the UK, but land is expensive and it would mean a big mortgage and many hours at work, and that is not what we want.

But my reasons go further and deeper than lifestyle and climate… I want to share with my children and my spouse, the culture I grew up with. I want them to experience all those things that do not fit in a two or three week holiday, all those intangible but so important things about a culture that you only know when you stay in a place long enough.

People tell us that to go in holiday is not the same as living in the country… We  know that! I also know that it’s very easy to romanticize when one is far away. But here’s the thing, we don’t want to regret, in a few years, not trying. We don’t want to choose the easiest option without trying for what we think it might be better for us as a family. And we specially want to experience it for ourselves. We want to be the ones to decide, by experience, not by what other people tell us.


No próximo ano vamos para Portugal. Eu não estava a pensar em escrever no blog, sobre uma coisa que ainda demora muito tempo para acontecer, mas no outro dia li um post que basicamente descrevia o estilo de vida que eu anseio há tanto tempo. Juntamente com uma conversa que eu tive com o meu pai, estimulou-me a escrever isto agora, e porque não?

Esta é uma decisão que foi tomada pela nossa familia. Eu tenho as minhas razões e o Paul tem as deles; no entanto eu não vou falar por ele, por isso só vou escrevo sobre as minhas.

Andamos a planear isto há muitos anos, aliàs, quando nos conheçemos, há dez anos atrás, já falavamos em ir para Portugal; mas primeiro tivemos que aprender a poupar…

Eu quero viver mais perto da natureza, com a natureza, sentir o seu pulsar, usar o sol  como fonte de energia, plantar e criar a nossa comida e viver uma vida simples. É que durantes estes anos todos que andamos a simplificar a nossa vida e aquilo que escolhemos ter, eu apercebi-me que eu sou mais feliz quando tenho menos, não mais.

É claro que isto também seria possivel no Reino Unido, há muitas pessoas a faze-lo, mas para mim, eu preferia viver sem sentir frio a maior parte do tempo. Eu sinto falta do calor, de me sentar lá fora à noite a ouvir os sons da noite e a olhar para as estrelas (essas são umas das minhas recordações favoritas). Eu quero que as minhas crianças comam tomates, melões e melancias da planta, como eu fiz em criança. Apanhar limões, laranjas, figos e pêssegos das árvores, como eu fiz em criança. Eu quero que eles sejam livres de tempo e espaço para esplorarem e brincarem. Mais uma vez, isto também seria possivel no Reino Unido, mas aqui a terra é cara e teriamos que ter um empréstimo e trabalhar fora de casa muitas horas, e isso não é o que nós queremos.

Mas as minhas razões sãomais profundas do que o estilo de vida ou o clima… Eu quero partilhar com as minhas crianças e o meu marido, a cultura com que eu cresci. Eu quero que eles sitam e vivam todas as aquelas coisas que não cabem numas férias de duas ou três semanas, todas as aquelas coisas intângiveis mas muito importantes, sobre uma cultura, que só se conhece quando passamos muito tempo num lugar.

As pessoas dizem que ir de férias não é o mesmo que viver no país… Nós sabemos de isso! Também sei que é muito facil romantizar quando estamso longe. Mas eu não quero me arrepender, daqui a uns anos, por não tentar. Nós não queremos escolher a opção mais facil sem pelo menos tentar-mos criar algo que nós pensamos ser melhor para a nossa familia. E especialmente queremos ser nós a decidir por nõs mesmos, não pelo que nos dizem, mas pela nossa experiência.